Perambulando pela internet me deparei com um artigo fascinante intitulado "
O que aconteceu ao amor?". Me senti imediatamente atraído pelo assunto, por este motivo vou transcrever aqui o artigo. O texto na íntegra pode ser encontrado no site
http://www.watchtower.org/t/200603/article_01.htm. Bom, aí vai:
"(...) Todos nós temos uma necessidade profunda de amar e ser amados. Desejamos a afeição de nossos pais, filhos, irmãos e amigos. Talvez também ansiemos encontrar uma pessoa que nos ame. (...) Desde a infância, ouvimos histórias românticas sobre pessoas lindas que se apaixonam e vivem felizes para sempre. Cantores romantizam o amor; poetas o exaltam. No entanto, um pesquisador do assunto escreveu: 'É pouco provável que haja outra atividade, outra empreitada, que comece com tamanhas esperanças e expectativas e que, no entanto, fracasse tão regularmente quanto o amor.'
De fato, os nossos relacionamentos mais achegados em geral são os mais problemáticos, resultando em sofrimento em vez de alegria duradoura. Em grande número de países, cerca de 40% dos casamentos atualmente acabam em divórcio, e muitos casais que não se divorciam estão longe de ser felizes.Em muitos lugares há um aumento de famílias uniparentais e de famílias problemáticas, onde as crianças também se tornam vítimas. Mas as crianças são as que mais precisam da segurança emocional de um ambiente familiar caloroso e amoroso.
Então, o que aconteceu ao amor? Onde devemos procurar informações para aprender a respeito dessa qualidade preciosa? (...) Conselho sobre o amor romântico é o que não falta. Terapeutas e conselheiros oferecem ajuda. (...) Muitas páginas na internet prometem dar esclarecimentos sobre como encontrar o amor. (...) O assunto do amor também vende revistas e livros, alguns dos quais fazem promessas exageradas.No entanto, há uma fonte de conselhos que, quando aplicados, nunca falham.
(...) Talvez você até já possua esse bem precioso — a Bíblia Sagrada. Independentemente de nossas circunstâncias ou criação, a Bíblia nos ensina o que precisamos saber sobre o amor. E seu conselho é gratuito. Será que a Bíblia nos ajudará a ter um bom relacionamento com qualquer pessoa? Não. Por mais que nos esforcemos, algumas pessoas não vão se interessar por nós. E o amor verdadeiro não pode ser forçado. Mas, por aplicar as orientações da Bíblia, aumentaremos nossas chances de ter bons relacionamentos, mesmo que isso talvez exija tempo e esforço. (...)
Jesus predisse com detalhes as tendências e a situação dos nossos dias. Ele disse que o mundo seria marcado por criminalidade e guerras — exatamente o contrário do amor! Ele também disse que ‘muitos . . . trairiam uns aos outros e se odiariam uns aos outros’ e que ‘o amor da maioria se esfriaria’. (...)
O apóstolo Paulo também apresentou detalhadas características sociais, por assim dizer, dos “últimos dias”. Ele escreveu que os humanos seriam 'amantes de si mesmos, amantes do dinheiro, pretensiosos, soberbos, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, desleais, sem afeição natural, não dispostos a acordos, caluniadores, sem autodomínio, ferozes, sem amor à bondade, traidores, teimosos, enfunados de orgulho, mais amantes de prazeres do que amantes de Deus'.
Sente-se atraído a pessoas orgulhosas, ingratas, desleais, que vão caluniar ou trair você? Interessa-se por indivíduos que amam o dinheiro, os prazeres ou a si mesmos? Visto que as pessoas egocêntricas permitem que a ganância e os desejos pessoais predominem e governem seus relacionamentos, qualquer interesse que mostrem por outros provavelmente é egoísta. As Escrituras aconselham sabiamente: 'Destes afasta-te.'
Note também a declaração de que as pessoas que vivem nos últimos dias não teriam “afeição natural” ou, conforme diz outra tradução, não teriam “amor pela família”. Infelizmente, um número cada vez maior de crianças estão crescendo em lares assim. Em geral, o que elas sabem sobre o amor é o que aprendem nos meios de comunicação. Mas será que a mídia retrata o amor de um modo realista, que realmente vai produzir bons relacionamentos?
A mídia tem influência sobre a maioria de nós, até certo ponto. Uma pesquisadora escreveu: “Desde bem jovens, ficamos expostos a contos de fadas e estereótipos difíceis de mudar sobre sexo, amor e romance mostrados em filmes, na TV, nos livros e revistas, no rádio, na música, na propaganda e até nas notícias.” Ela também explicou: “Nos meios de comunicação em massa, a maioria das representações de sexo, amor e romance moldam ou reforçam expectativas irrealistas que a maioria de nós não consegue descartar completamente. Elas nos deixam insatisfeitos com nossos parceiros e conosco mesmos.”
De fato, livros, filmes e músicas raramente retratam o amor de modo realista. Afinal de contas, seu objetivo principal é divertir, não educar. Para isso, escritores produzem grande quantidade dessa lucrativa mistura de fantasia e romance. Infelizmente, é fácil confundir ficção com realidade. Desse modo, as pessoas em geral ficam decepcionadas quando seus relacionamentos não são iguais aos dos personagens fictícios. Assim, como podemos distinguir a fantasia da realidade, o romance retratado pela mídia do amor verdadeiro?
Em livros, filmes ou peças de teatro, as histórias de amor podem variar, mas a estrutura principal não muda muito. A revista Writer declara: “A maior parte dos romances continua usando o mesmo modelo e há uma razão para isso. A fórmula rapaz-conhece-moça/rapaz-perde-moça/rapaz-reconquista-moça já foi testada e aprovada. Os leitores voltam a ela vez após vez, não importa o cenário ou a época.”
A idéia de amor à primeira vista dá a entender que o amor verdadeiro é apenas um sentimento — uma emoção irresistível que toma conta de você quando conhece a pessoa certa — que esse amor simplesmente acontece e que não exige muito esforço nem que se conheça bem a outra pessoa. O amor verdadeiro, porém, é muito mais do que um sentimento. É claro que há sentimentos envolvidos, mas o amor é um vínculo profundo que inclui também princípios e valores e que nunca pára de crescer, desde que seja nutrido e mantido adequadamente.
Além do mais, leva tempo para conhecer outra pessoa. Achar que, à primeira vista, você encontrou a pessoa perfeita parece mais fantasia do que realidade e normalmente leva à decepção. Além disso, ao apressar-se em dizer que encontrou o amor verdadeiro, você talvez feche sua mente para os indícios do contrário. Escolher um companheiro adequado exige mais do que uma forte intuição influenciada por uma onda de paixão passageira.
Uma porta-voz dos Escritores de Romance da América diz: “O enredo principal do romance deve ser a respeito de duas pessoas que se apaixonam e lutam para fazer o relacionamento dar certo.” O relacionamento dará certo na maioria das histórias — os leitores sabem disso. Os obstáculos, geralmente de natureza externa, são superados.
Na vida real, em geral há problemas de natureza externa e interna. Talvez envolvam dinheiro, trabalho, parentes e amigos. Mas também surgem problemas quando uma pessoa não atinge as expectativas da outra. As falhas dos personagens fictícios em geral são mínimas, mas não é sempre assim na vida real. Além disso, o amor verdadeiro não faz com que, sem esforço da nossa parte, superemos dificuldades, diferenças de opinião, de criação, de vontades e de personalidade. Em vez disso, o amor envolve cooperação, humildade, brandura, paciência e longanimidade.
Um escritor de romances aconselha quem quer ser escritor: “Você precisa do final ‘felizes para sempre’. . . . O leitor deve ficar satisfeito de que o casal está junto e feliz.” Os romances raramente retratam os personagens após anos de casamento. Durante esse tempo, desacordos e uma infinidade de outros desafios e dificuldades talvez tenham testado o relacionamento. E como as estatísticas sobre divórcio mostram, com o tempo, muitos casamentos fracassam nesse teste.
Sim, o amor dos romances é relativamente fácil; o amor verdadeiro exige esforço. Entender a diferença entre os dois vai protegê-lo contra expectativas ingênuas e irrealistas. Também vai evitar que você assuma compromissos apressados, dos quais talvez se arrependa mais tarde."
"O amor verdadeiro exige esforço". Depois de ler este artigo, Carla Bruni resume bem o que penso: "L'amour, pas pour moi".